Ciclo
Esta é a
mão minha, pálida, que treme
Ao construir-te
em forma de palavras!Tua rouca voz imita a das escravas,
Que à Lua implora pelo céu que geme...
Não te
dei à vida pernas ao volteio...
Ainda que
gozes, clames, a tua lágrimaSerá derrota mágica na esgrima,
E as tuas misérias hão de ser o enleio!
Na
curvilínea face, oh quimera
De estratosférica
e alva magnitude,Vejo o alastrim tornando-te o alaúde,
Pois é a Desgraça a monarca que impera!
Tu és meu sonho trágico e apertado...
Vivo e mortal, serpente e fogo armado,
Que aos galopes, como Corcel vieste!
Lindos
planaltos mórbidos, vicejo.
Graças a
ti, meus olhos serão eternos...Meu coração terá a benção dos Infernos,
E num suspiro, o último bocejo...
Que desbravemos ares outros: ser...
Posto que a terra há de nos comer,
E viveremos sob outros matizes.
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