sábado, 27 de outubro de 2012


Cálculos-convexais

 

Pelos olhos teus,
Transformo-me no mais amplo campo de incertezas.
Como, a ti, posso apresentar-me sob a forma em que me vês?
Digo: da forma real, sem labirintos, mas cheia de equações?

 

Possuo traços tão inexatos:
Meu rosto ora é bronze, ora é prata, ora é ouro:
Tamanhas diferenças entre o que sou e o que enxergas:
Trates da visão problemática: visto-me sempre de
                                                                          [interrogações.

 

Sei que quererias um anjo à sua fronte.
Em verdade, vês uma Luz. Em verdade, vês uma salvação.
Mas, digo-te: sou deformado. Sou doente de teus olhos...
 

 

Um comentário: